Equinócio

Equinócio

Dia 22/09/2021 às 16h21 são consideradas a data e horário do equinócio de Primavera no hemisfério Sul. O que isso tem a ver comigo?

Houve um tempo no qual provavelmente essa pergunta corresponderia bem ao meu estilo de vida. Sou nascido e criado no centro da Cidade de São Paulo. Apesar de na infância e adolescência ter sido escoteiro e atleta o que me fez passar muitos finais de semana e férias na natureza; meu cotidiano usual era dentro de caixinhas: apartamento, carro, escola, outra escola, outra escola dentro de paredes. Nesse contexto de quadrados, cabem muito bem as perguntas: 

O que é equinócio? Que coisa é essa?
O que isso tem a ver comigo?
Isso me afeta de alguma forma? 

Hoje sinto a minha relação com a vida, talvez não muito, mas um pouco diferente. Há mais de 20 anos me dedico às práticas contemplativas e há 8 às práticas especificamente taoístas, os saberes chineses do Tao. Bom, depois de 15 anos vivendo no interior e exterior, estou há 5 anos de volta a São Paulo. Digo que um dos elementos que possibilita a minha vida nessa cidade além das práticas é ter como meio de transporte principal a minha bicicleta. Há 3 anos também vivo em uma vila, em uma casa com quintal, a partir do qual tenho acompanhado e sei exatamente o ponto no qual o Sol mais ou menos nasce e se põe e como ele vai mudando de posição a cada dia e estação.

No equinócio o Sol se põe exatamente no ponto oeste cardinal, é o ponto bem entre dois prédios da minha vista, é o ponto do meio entre o local extremo a esquerda (Sul) que o Sol chega e o ponto na extrema direita (norte) que o Sol chega e se põe.

Se você mora já há algum tempo no mesmo local e tem o privilégio de ter uma vista do poente ou nascente, provavelmente você já deve ter reparado essas diferentes posições, ou não. 

Bom, esse é somente um exemplo de como eu tenho conseguido notar e me relacionar com a Natureza fora, mesmo morando em São Paulo. Além de visitas aos parques que tem sido quase que diariamente e mudam e florescem diferente de acordo com o mês e momento.

Para agora,
Respiro esse dia de Equinócio e
meu corpo sente,
o sol vai nascer mais cedo e se pôr mais tarde a cada dia mais ao Sul,
os dias vão pouco a pouco ser mais longos,
com mais tempo de luz.

Naturalmente, meu corpo, minha natureza
se conecta com a natureza da vida fora,
espontaneamente vem um sorriso.

Eu gosto da luz do dia,
isso me alegra,
me traz um impulso para quebrar a semente,
para ir pra fora,
crescer, expandir, agir, realizar,
florescer,
me relacionar.
Esse é o momento.

Bem vinda Primavera,
vem em boa hora!

Vamos celebrar juntes a Primavera no Medita junto em Movimento.
Dia 22/09/21, às 18h

Venha também descobrir porque para algumas culturas, o Equinócio não marca o início, mas sim o meio da Primavera.

abraço fraterno,
Marcio Sussumu Hirayama
Professor, Terapeuta, PhD. 

 

Emoções

Percebemos que alguns temas são bastante recorrentes em nossos grupos, e resolvemos enviar alguns conteúdos por aqui, que podem te ajudar a viver melhor. Um tema de grande interesse são as nossas emoções.

Você já parou para pensar como é a sua relação com as suas emoções?

Nos cursos que eu dou, toda vez que eu pergunto se aquele fosse um curso para se livrar definitivamente da ansiedade ou da raiva, se esse seria o curso certo para eles, mais de 90% das pessoas dizem que sim.

O que a maioria não sabe é que se existir um curso para isso, devemos fugir correndo dele.  Mas é aí que a conta não fecha, porque experimentar essas emoções pode ser bastante desagradável, ao mesmo tempo que se livrar delas nos coloca em grande risco de extinção como espécie, pois as emoções direcionam o nosso comportamento. Então, o que fazer?

Primeiro, vamos entender para que servem as nossas emoções e depois porque temos tanta dificuldade com elas.

As emoções têm um papel evolutivo muito importante, pois permitem a ativação de uma fisiologia específica e uma rápida ativação do nosso sistema límbico, bem como várias outras estruturas cerebrais que fazem com que tenhamos um comportamento instintivo em situações de necessidade. Elas podem ser divididas em emoções básicas e complexas. As emoções básicas são o medo, a raiva, o nojo, a alegria e a tristeza. Já as complexas são as variações das básicas ou combinações entre elas.

As emoções básicas ativam estruturas cerebrais muito antigas, de aproximadamente 120 milhões de anos na nossa escala evolutiva, ou seja, bem antes da nossa espécie existir.

 

 

 

 

 

 

Vamos entender para que cada uma delas serve:

Medo (a ansiedade está aqui dentro): Tem a função de defesa, de não nos deixar aproximar do que pode ser um perigo. Ele direciona nosso comportamento de fuga, esquiva ou paralisação. Em nós humanos também começamos a pensar e planejar quais ações são possíveis em vista do perigo, por isso às vezes sofremos tanto mesmo antes do evento temido acontecer. e às vezes ele nem acontece…

Raiva: Serve para nos preparar para a luta ou defesa. Cortisol e adrenalina são liberados em nosso corpo, nossos braços e parte superior do corpo se ativam para termos a habilidade de lutar ou remover obstáculos.

Nojo: Ajuda a nos manter afastados do que pode ser um perigo para nós, ou nos intoxicar, por exemplo. O nosso rosto se encolhe para que possíveis partículas perigosas não entrem pelo nosso nariz ou boca e muitas vezes temos náusea, para que não comamos ou até mesmo expulsemos do corpo um algo possivelmente tóxico.

Tristeza: Favorece uma expressão facial e corporal que informa aos nossos pares que precisamos de ajuda ou aconchego, fazendo com que as pessoas se aproximem de nós.

Alegria: Promove a expansão do peito, uma feição e comportamento contagiantes que contribuem para que as pessoas queiram se aproximar de nós e estar em nossa companhia. Pensando evolutivamente, nos faz ser bem aceitos no “bando” e parte daquela comunidade.

É por causa das funções tão importantes que as emoções têm que eu disse que não devemos nos livrar delas. Se nos livrássemos delas, provavelmente não conseguiríamos nos adaptar socialmente, nos proteger ou lutar pelo que é importante para nós.

Felizmente, não somos seres somente emocionais, temos uma parte muito bem desenvolvida em nosso cérebro, o neocórtex que permite habilidades incríveis que podem nos ajudar a lidar com elas. Eu sei que nos parece mais fácil a gente tentar se livrar delas, mas estaríamos sendo injustos com essa nossa máquina humana tão perfeita. É como se hoje optássemos trocar a internet pelas cartas manuscritas, enviadas por navio. O que precisamos fazer é aprender a reconhecer, integrar nossas emoções com as outras habilidades do nosso cérebro e aprender uma melhor relação com elas.

Mas essas são cenas dos próximos capítulos. Fique ligado nos nossos e-mails que em breve te conto mais sobre as nossas emoções.

Seguimos juntos.

Um abraço com carinho.

*Ah, deixo aqui um site bem legal pra vocês se divertirem que tem o atlas das emoções, dá para ver as diferentes variações das emoções a partir das nossas emoções básicas. Infelizmente ele está somente em inglês, espero que curtam:

CLIQUE AQUI PARA SABER MAIS
Como lidar com as barreiras e incorporar um hábito de meditação

Como lidar com as barreiras e incorporar um hábito de meditação

É muito natural experimentar dificuldades ao tentar incorporar um hábito novo, mesmo quando você quer e sabe que a prática lhe fará bem. Sabemos que a disciplina é importante, mas será que ela é suficiente?

Acredito que não… porque se fosse tão simples, você teria conseguido colocar em prática tudo aquilo que em algum momento desejou na vida: dieta, exercício físico, meditação, enfim todas aquelas metas que colocamos para nós.

Aqui vão algumas dicas que podem te ajudar nesse processo:

1) Escolha previamente o momento do dia

Como a nossa rotina é muito agitada, sempre temos muitas coisas pendentes, a fazer, se deixarmos para fazer a prática quando der tempo, dificilmente dará tempo.

Parece simples, mas se você definir antes o horário de fazer a prática, é uma decisão a menos que terá que tomar nessa direção e será mais fácil de se lembrar que aquele é um momento separado para isso.

2) Procure fazer a prática em um mesmo local

Seguindo o raciocínio da dica anterior, se você escolher um horário e um local antes, você terá mais chance de se lembrar quando passar por aquele local.

Da mesma forma que você tem uma rotina e pode ter se acostumado de se senta à mesa para comer, sente-se no horário e local escolhidos diariamente para a sua prática, ainda que você não possa fazer a prática naquele dia. Isso ajudará a condicionar o seu cérebro de que aquele horário e local são de sua prática e você terá menos chance de passar o dia sem se lembrar de praticar.

3) Estabeleça lembretes

Experimente lembretes de pausa ao longo do dia. Você pode usar os alarmes do celular, deixar post its com frases para si, ou criar rotinas de pausar em locais e/ou momentos específicos ao longo do dia. Por exemplo, ao se sentar na mesa de trabalho, ao se deitar na cama, ao dar a primeira garfada da sua refeição ou fazer uma respiração consciente a cada mudança de ambiente.

Veja o que pode te ajudar em sua rotina e faça testes, investigue como isso pode te ajudar a estar mais presente ao longo do seu dia.

4) Converse com pessoas que também estão nesse processo

Quando experimentamos dificuldades ao tentar incorporar um hábito, pensamos que só nós não conseguimos, ainda mais quando somos constantemente expostos aos êxitos de outras pessoas.

O que a gente não sabe é que tem muitas outras pessoas na mesma situação, por isso, se você conhece alguém que também está tentando meditar diariamente, troque ideias. Conversando com pessoas com ideias e interesses em comum, você pode ter ideias de como as pessoas estão fazendo, o que tem dado certo pra elas e quais as barreiras elas também estão experimentando.

5) Estabeleça uma intenção 

Apesar de ter vindo por último, estabelecer uma intenção é super importante. Quando não sabemos por que estamos nos dedicando a um hábito novo ou não vemos como ele pode nos ajudar, é difícil manter a disciplina.

Então pergunte a si mesmo: “Por que eu quero me dedicar a isso?” ou “Se essa prática pudesse me ajudar em algo, o que eu gostaria que acontecesse?”

Sabendo a intenção de porque praticar, você pode definir que passos quer dar ao longo do dia que te levarão nessa direção.

Fazendo isso, a prática deixa de ser uma carga, ou mais uma coisa que deve fazer, e passa a ser uma escolha para te levar na direção do que é importante para você.

Além disso, definindo uma intenção, a sua atenção ficará mais alerta para as oportunidades de estar mais presente no seu dia. É como ter um caminho em mente antes de dirigir, sua atenção estará mais inclinada a ir na direção que você pensou antes.

Espero que essas dicas tenham sido úteis, experimente colocar em prática e ver o que acontece!

 

INSTRUTOR DE MINDFULNESS – COMO E POR QUE SE TORNAR UM

INSTRUTOR DE MINDFULNESS – COMO E POR QUE SE TORNAR UM

Se você é aquela pessoa que está buscando uma revolução na sua profissão, trabalhar com o que realmente AMA, auxiliar outras pessoas a se conectarem consigo mesmas e com as pessoas ao seu redor, seja você um profissional da saúde, consultor, professor ou simplesmente alguém que queira expandir esse conhecimento e as práticas da Atenção Plena, você está no LUGAR CERTO.

Trabalhar como Instrutor de Mindfulness vai além de apenas uma “escolha profissional”, esse anseio tem a ver com o nosso próprio autodesenvolvimento, à medida que aprimoramos a nós mesmos, queremos também passar esse conhecimento maravilhoso adiante.

Você não somente ensina o Mindfulness, ele FAZ PARTE da sua vida, a Meditação Mindfulness te convida a fazer uma TRANSFORMAÇÃO interna e externa. Resiliência, compaixão, empatia, atenção e respeito não aparecem em nossas vidas do nada, são cultivados.

Você sabe o que é Mindfulness? 

Mindfulness é um estado de consciência, ou estado psicológico específico que acontece quando prestamos atenção à nossa experiência atual de forma intencional e sem julgar. Através do cultivo desse tipo de atenção aprendemos como viver no presente momento ao invés de ficar remoendo sobre o passado ou se preocupar com o futuro.

Mindfulness envolve um treinamento corpo-mente que possibilita as pessoas mudarem a maneira que se relacionam com as suas experiências, com o modo que pensam e sentem sobre suas experiências, especialmente em momentos de grande estresse.

O Primeiro Passo para Você se tornar um Instrutor de Mindfulness

Para você ingressar nas formações profissionais de Mindfulness existem alguns pré-requisitos, veja abaixo:|
– Ter participado de um programa de 8 semanas de Mindfulness;
– Ter prática pessoal por ao menos 6 meses ou um retiro de mindfulness (da tradição ou Laico) de ao menos 3 dias;
– Estar de acordo com o código de conduta ética da sua profissão e as diretrizes de boas práticas de mindfulness.
– Ter concluído um curso superior.

Como a sua escolha de se tornar um Instrutor de Mindfulness pode mudar vidas?

A Atenção Plena modifica o cérebro somente a partir da experiência direta da plenitude no AGORA. A melhor forma de aprender é pela própria experiência, e a partir da própria vivência poder externar isso para o mundo à sua volta.

As tomadas de decisões na vida são beneficiadas nesse processo, pois com a prática da Meditação Mindfulness o cérebro é agraciado pela atenção e equanimidade diante das situações da vida, tanto fáceis, quanto difíceis.

A Meditação reduz a pressão sanguínea e é um ótimo escudo contra hipertensão, além de reduzir o risco e a gravidade de doenças cardiovasculares.

Os índices de transtornos mentais em praticantes de Mindfulness são bem menores, a atenção plena produz felicidade, autoanálise, autodesenvolvimento, relaxamento e um crescente DESPERTAR DE CONSCIÊNCIA.

A meditação equilibra as emoções, aumentando a capacidade de foco das pessoas, melhorando o desempenho no trabalho, no dia a dia, aumenta a satisfação e melhora a produtividade.

A necessidade do Mindfulness nos dias de hoje

Sabemos que na atualidade, com a vasta gama de informações bombardeando o cérebro e o corpo, o estresse, a ansiedade, o nervosismo e diversos outros sintomas se fazem presentes.

A maior parte desses desequilíbrios emocionais são causados pela falta de equilíbrio interno, falta de conexão consigo mesmo e com o próximo.

A prática do Mindfulness tem inúmeros benefícios e ajuda as pessoas a encontrarem um ponto de estabilidade para viverem com qualidade de vida, portanto, praticar a atenção plena, o relaxamento, o autodesenvolvimento, a empatia, o amor ao próximo, a vivência de sensações e sentimentos nunca se fez tão NECESSÁRIO.

Mitos sobre Mindfulness

As intervenções baseadas em Mindfulness são seculares e portanto, acolhem todas as religiões e culturas, sendo acessíveis a todos.  A falta de conhecimento a esse respeito pode gerar uma grande barreira para as pessoas começarem a se engajar na prática.

Mindfulness é uma habilidade universal, é uma qualidade que todo ser humano tem a capacidade de desenvolver. Dessa forma, qualquer um pode praticar e obter os benefícios em sua vida.


Referência em Formações e Programas de Mindfulness

O Centro de Promoção de Mindfulness (CPM) tem a missão de oferecer treinamentos em Mindfulness (atenção plena) segundo as diretrizes clínicas e científicas vigentes internacionalmente. Seus professores são pioneiros em Mindfulness no Brasil e são profissionais de saúde com reconhecida experiência no ensino e pesquisa de Mindfulness, com formação profissional nos principais centros de treinamento no Brasil e no mundo, como o Instituto Breathworks, Universidade de Bangor e Universidade de Oxford do Reino Unido e a Universidade da California – San Diego dos Estados Unidos.


Por que fazer uma Formação Profissional de Mindfulness com o CPM?

Ao escolher fazer a sua formação com o Centro de Promoção de Mindfulness, você entrará em contato com:

1) Os profissionais pioneiros e de referência no mercado nacional;
2) Os professores do CPM contam juntos com mais de 10 formações internacionais;
3) O CPM oferece vários formatos de cursos online e presenciais, tendo contribuído com a vida de mais de 5.000 pessoas;
4) Atuação ampla no desenvolvimento de Programas e Desenvolvimento de Habilidades Socioemocionais em grandes empresas pelo Brasil;
5) Os professores do CPM já contribuíram para a formação de milhares de profissionais de Mindfulness no Brasil;
6) O CPM trabalha com pesquisas e grandes atuações nos mais diversos cenários.

 

A EXPERIÊNCIA é o real diferencial do Centro de Promoção de Mindfulness.

 

 

 

 

 

O legado de Jon Kabat-Zinn |Mindfulness para Qualidade de Vida e Redução do Estresse

O legado de Jon Kabat-Zinn |Mindfulness para Qualidade de Vida e Redução do Estresse

O legado de Jon kabat-zinn – Mindfulness para Redução de Stress e Qualidade de Vida

A vida no século XXI exige competição, desafios e cobrança. Descubra agora como reduzir o estress e aumentar a qualidade de vida em meio a tudo isso.

Informações desenfreadas, excesso de tecnologia e relações superficiais estão cada vez mais intensas. Tudo é muito rápido, as tecnologias estão rapidamente ficando obsoletas e em meio a todas as transformações que nossa sociedade e trabalho estão enfrentando, temos que lidar com nossas emoções e fragilidades, além de cuidar da nossa família e amigos.

A prática de olhar para dentro e ver as coisas como elas são, sob nossas percepções e reações condicionadas, sem julgamento e com sentimento de compaixão, são fundamentais para libertar com o coração e a mente. Focar no presente, no AQUI e AGORA , percebendo pensamentos, sensações corporais e emoções no momento que ocorrem, sem reagir de maneira automática ou habitual, sem lembrar do passado ou imaginar o futuro. Essa é a essência do mindfulness.

John Kabat Zinn é doutor em biologia molecular pelo MIT e professor emérito da Faculdade de Medicina na Universidade de Massachusetts e fundador do Center for Mindfulness in Medicine, Healthcare and Society. Em 1979 Kabat apresentou ao mundo o que se tornou a Mindfulness-Based Stress Reduction – MBSR, um curso de 8 semanas inicialmente desenvolvido para ajudar as pessoas a controlar a dor e condições crônicas para as quais os clínicos não podiam oferecer mais ajuda.

Kabat também escreveu 10 livros, dentre os quais, o mais famoso “Where ever you go, there you are” (“Onde quer que você vá, lá estará você”) vendeu mais de um milhão de cópias desde que foi publicado em 1995. E em 2012, mais de 700 programas de MBSR foram oferecidos no mundo inteiro. Kabat Zinn Deixou um legado que após mais de 30 anos continua sendo utilizado por atletas, atrizes, grandes líderes e pessoas de grande influência mundial.

Nosso dia a dia é cercado de excesso de estímulos externos, informações e isso influencia uma grande quantidade de pensamentos ao mesmo tempo, gerando cansaço e estresse. Com as técnicas criadas por Kabat Zinn, é possível manter o bem-estar pessoal e a qualidade de vida, além de conectar-se com o presente, tendo consciência de suas atividades, mantendo o foco e cumprindo tarefas com calma, assertividade e eficiência. São exercícios flexíveis e adaptáveis à rotina, acessíveis para praticar em qualquer hora e em qualquer lugar.

As práticas trazem inúmeros benefícios. Você aprende, por exemplo, a não reagir imediatamente a uma situação, fazendo com que a reação de estresse frente aos problemas não perdure por mais tempo que o necessário. Além disso, você aprende também a desenvolver maior capacidade de foco, trazendo como consequência a melhoria do desempenho laboral e acadêmico.

Há estudos sobre a redução da pressão sistólica e diastólica nos praticantes de mindfulness, mostrando resultados positivos em casos de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e Insuficiência Cardíaca. Inclusive outros estudos apontam a diminuição dos sintomas de problemas cardiovasculares e redução de frequência cardíaca. Muitos pesquisadores afirmam que associar a prática de mindfulness como tratamento auxiliar em casos de depressão traz um resultado benéfico. Outras pesquisas indicam que até mesmo o sistema imunológico de quem realiza as práticas melhora: os sistemas de defesa do organismo ficam bem mais ativos, evitando assim doenças. Além desses casos, há muitos outros em que a associação de mindfulness é realizada como terapia complementar.

Embora tenha suas raízes na meditação budista, as práticas não são ligadas a nenhum movimento religioso e qualquer pessoa, independente da cultura, religião ou sistema de crenças pode praticar. Além disso, não é necessário sentar no chão de pernas cruzadas, nem utilizar incenso ou quaisquer adereços – é possível praticar a atenção plena em qualquer lugar e em qualquer hora, de forma simplificada, acessível e prática.

O requisito necessário é ter um engajamento concreto, ou seja, disciplina. Todos os benefícios surgem com o tempo, nada é de imediato e é um estilo de vida. Para se obter mudanças objetivas, é preciso incorporar as práticas na rotina, e felizmente, todas os exercícios são acessíveis e adaptáveis – é possível lavar a louça, caminhar e até mesmo conversar com atenção plena, ancorado e consciente no presente.

As práticas de Mindfulness podem ser subdivididas em formais ou informais. As práticas formais são exercícios de respiração bem estruturados, em que se é necessário reservar um período do dia para realizá-los. São exercícios que respaldam as práticas informais, ou seja, ajudam a manter a atenção plena pelo maior tempo possível durante o dia. Portanto, é preciso ter disciplina para realizá-los: o recomendado é praticá-los inicialmente de 15 a 20 minutos por dia.

Os exercícios informais consistem em vivenciar situações do cotidiano de maneira plenamente consciente, com a atenção focada no que está acontecendo, sem julgar ou racionalizar. Dessa forma, são aplicáveis na hora de subir uma escada, na hora de trabalhar, fazer exercícios físicos, ao fazer uma ligação ou até mesmo ao escovar os dentes. É possível praticar a atenção plena em qualquer atividade: a maneira de realizá-la é que é chamada de mindfulness. Estes exercícios enfatizam vivenciar plenamente e sem preconceito experiências positivas e negativas. Portanto, mindfulness é aplicável em situações simples do dia a dia ou até mesmo naquelas mais complexas que geram estresse.

Ambas as práticas devem ser praticadas em paralelo e uma não é melhor do que a outra. As duas são importantes para que o praticante possa experienciar melhor o viver plenamente.

Quando você está atento e presente no caminho para casa, ou admirando uma paisagem, ou olhando para o sorriso de seu filho ou lidando com conflitos, sua mente está ancorada ao AQUI e AGORA. Neste estado mental é possível ficar tranquilo e em paz, focado, com comportamento e atitude diferentes em relação a você mesmo e aos outros que o cercam.

Ajude a si mesmo a reencontrar a paz e o contentamento nesta época tão frenética como a nossa.

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Borboletas no estômago e mindfulness

Borboletas no estômago e mindfulness

O medo, a raiva, os nervos, a ansiedade… todos já sentimos estas emoções alguma vez, sensações intensas que as vezes se instalam em nosso estômago de forma dolorosa. Perdemos a vontade de comer e até é possível sentir náuseas. Por que isso acontece? É tão estreita a relação entre o estomago e o cérebro?

Parece que sim. Foi Michael Gershon, pesquisador da Universidade de Columbia, que escreveu um importante livro falando sobre o tema, intitulado “O segundo cérebro” (The Second Brain). No livro, ele explica que o estômago seria como um pequeno cérebro composto por milhões de neurônios, que servem por sua vez de conexão direta com o principal. E ainda tem mais; além de neurônios, em nosso aparelho digestivo estão presentes diferentes tipos de neurotransmissores que também estão presentes no cérebro. Um exemplo dos mesmos seria a serotonina.

O estômago, o segundo cérebro

Um aspecto interessante sobre a similaridade do estômago com o cérebro é o fato de que ele também libera neurotransmissores. Tal como mencionado anteriormente, a principal substância química que segrega é a serotonina, o chamado hormônio da felicidade e do bem estar.

É curioso saber que 90% da serotonina se produz no intestino, e que é o estômago que ordena sua liberação quando nos alimentamos bem. Ou seja, este suposto “segundo cérebro” nos recompensa não apenas por comer, mas por comer de forma adequada ao obter os nutrientes necessários para o nosso organismo. O simples fato de nos alimentarmos é interpretado como algo bom, e por isso somos recompensados com a sensação de bem estar.

Por outro lado, se demoramos muito para comer, se retardamos por exemplo a nossa refeição principal, começaremos a nos sentir apáticos e sem energia. E mais, tal como a revista Science publicou recentemente, ter o estômago vazio pode nos tornar agressivos e nos deixar de mau humor. Esta sensação se reduz imediatamente ao comer o primeiro pedaço, momento em que a serotonina começa a aparecer em nosso corpo.

O estômago e as emoções

Existem várias doenças do sistema digestivo que, segundo os especialistas, estariam relacionadas com o plano emocional. Uma delas seria por exemplo a chamada síndrome do intestino irritável. Não são conhecidas as causas exatas que a provocam, mas levar uma vida em que as situações de estresse, ansiedade ou tensão emocional sejam comuns pode afetar gravemente o intestino. Como isso é possível? Nosso sistema nervoso central está intimamente ligado ao cérebro, assim como ao sistema digestivo. As emoções podem ser somatizadas, isto é, toda sensação intensa tem o seu efeito em nosso corpo.

O estresse gera determinadas toxinas em nosso corpo, elementos nocivos que afetam o nosso estômago. Por sua vez, todo o tecido neuronal do sistema digestivo é muito sensível à nossas preocupações. Quem não sentiu essa estranha pressão nas entranhas diante de uma prova ou uma situação ameaçadora? Não se pode negar. Temos dois centros neuronais em nosso corpo que precisam do equilíbrio da nossa mente. Levar uma vida saudável, com uma alimentação equilibrada, é tão importante quanto o fato de administrar adequadamente as nossas situações de estresse e nossas emoções.