Você já participou de alguma vivência de mindfulness e pensou em se aprofundar na prática? Viu algo sobre o assunto e te despertou interesse ou até mesmo te fez pensar em se tornar um instrutor de mindfulness? Afinal qual a trajetória a se percorrer para se tornar um instrutor e quais os benefícios?

Como tudo que nos propomos a realizar de maneira profissional, se tornar um instrutor, exige aprendizado contínuo,, empenho e envolvimento. A prática de mindfulness requer bastante engajamento, ainda mais por se tratar de algo que parte da experiência pessoal individual de cada um. Aqui o mais importante é a entrega ao processo, suas próprias autodescobertas, sua aplicabilidade em sua própria rotina e vida pessoal. Essa prática vem ganhando cada vez mais adeptos port er cada vez mais evidências científicas e benefícios facilmente verificáveis pelos praticantes, como diminuição do estresse, aumento de concentração e prevenção da depressão.

Podemos dizer que a prática mindfulness precisa se tornar o modus operandi do instrutor, ele precisa estar disposto a estar atento a seu modo de agir, de se colocar, de se perceber nas situações e relações cotidianas. O motivo é que a relação entre instrutor e aluno esbarra nessa essência dialética, em que ora se ensina ora se aprende, uma relação interdependente em que é preciso verdade para compartilhar a jornada, trocar experiências e expandir a consciência.

Para ingressar no curso de formação de instrutor é pedido o cumprimento de dois passos anteriormente. O primeiro passo acontece para possibilitar essa experiência de aproximação e envolvimento com a prática, por isso é necessário participar primeiramente de um curso de mindfulness com duração de 8 semanas. Essa experiência costuma ser exigida para poder realizar o curso de formação, entretanto mais importante ainda é aproveitar esse momento para se entregar às vivências do curso, propor a si mesmo a auto escuta, autoconhecimento, se enxergar nesse lugar de “explorador” de seus próprios processos internos.

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Nesse momento é possível ampliar a visão sobre a prática, sobre as dificuldades iniciais do percurso. Pode ser também um momento de se questionar se a vontade de se tornar um instrutor continua ou se o desejo era apenas por se aprofundar na prática. São vivências que proporcionam a partilha em grupo, a convivência com pessoas de perfis diversos, a experiência inicial de praticar mindfulness individualmente e entre pares. As propostas costumam instigar questionamentos sobre nossa atenção em aspectos muitas vezes despercebidos cotidianamente por nós mesmos. Expande a possibilidade de escutarmos e percebermos certos padrões mentais e emocionais que geralmente não nos darmos conta, e assim podemos começar a agir em maior consonância com a maneira que consideramos mais saudável.

O próximo passo antes de iniciar o curso de formação é colocar em prática os aprendizados e percepções sentidas e reconhecidas no curso e agora levá-las para sua rotina, suas relações e atividades diárias. Pode-se dizer que é aqui que a prática mindfulness começa de fato a ser praticada, pois agora poderá agir de acordo com os princípios exercitados no curso e exercitá-los ainda mais em situações cotidianas, já conhecidas por você.

Nesse passo é interessante aproveitar para fazer muitas anotações em um diário, pois muitos insights podem surgir. Situações já conhecidas por você irão ocorrer, porém você provavelmente estará com um novo olhar e consciência sobre elas. Mais que isso, você estará se observando de uma nova maneira, seu padrão de agir, ouvir, lidar com situações corriqueiras e desafios em suas atividades e relações. Importante perceber que por mais que ainda não tenha se iniciado o curso de formação propriamente dito, a formação já iniciou lá no primeiro passo.

Sua atenção estará sendo exercitada, portanto sua mente estará começando a operar a partir de uma nova perspectiva. Para que esse novo modus operandi continue a ser cada vez mais estruturado por você é necessário prosseguir exercitando a atenção plena. Por meio também do exercício diário, você se deslumbrará com os resultados, por menores que possam parecer. Como, por exemplo, perceber que não agiu de forma reativa quando recebeu uma crítica, que conseguiu primeiramente ouvir de uma maneira mais consciente a outra pessoa. Ou a forma como começou a se relacionar com sua alimentação e degustação dos alimentos com mais presença, sentindo mais a experiência antes corriqueira.

Antes de avançarmos para o próximo passo, que é a formação, já conseguimos dimensionar que essa trajetória anterior ao curso de formação é muito rica e já nos possibilita chegar às aulas mais estruturados e com maior amplitude e compreensão sobre a prática mindfulness. Chega-se à formação com uma bagagem maior sobre o tema e experiências pessoais, o que é necessário para então se aprofundar e receber os aprendizados que estruturam e embasam cientificamente o mindfulness.

Após ter vivenciado esse período preparatório, o aluno pode ingressar no curso de formação. O curso costuma ser estruturado por aulas presenciais, online, retiros e também a prática de conduzir grupos de pessoas que estão participando do curso inicial de mindfulness com supervisão e mentoria de instrutores experientes. Durante essa formação costuma-se propor que os alunos comecem a conduzir alguns dos exercícios que estruturam os programas de mindfulness, possibilitando um vislumbre inicial de estar no lugar de instrutor, além de conhecer os fundamentos teóricos das filosofias tradicionais e a base científica do mindfulness. Por termos pessoas diversas no grupo, será possível experimentar formas diversas de condução, pois apesar do fio condutor teórico da prática mindfulness, cada pessoa acaba por incorporar ao seu perfil.

Os benefícios de se tornar instrutor já devem ter sido percebidos. Enquanto você se prepara para se tornar um instrutor, você abre uma possibilidade imensa de autoconhecimento, autopercepção, de reformulação do seu modo de se relacionar consigo, com os outros, com o seu cotidiano e com sua vida. Participa ativamente de um processo constante de vir-à-ser, processo inacabado que acontece na relação com aluno-professor/professor-aluno que se estrutura no exercício diário, o qual iniciou no curso inicial de 8 semanas.

Além do benefício pessoal, trabalhar com mindfulness nos permite ampliar nossa visão de mundo, uma vez que aprendemos saberes transdisciplinares. Mas o melhor de tudoé que trabalhar favorecendo que outras pessoas possam também aprender a viver suas vidas de maneira mais plena e em paz, é uma grande fonte de realização e satisfação com a vida.

alunos da formação profissional em Mindfulness do CPM
Alunos da última formação profissional em Qualidade de Vida Baseada em Mindfulness.

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